O ministro Paulo Pimenta participou na manhã desta quarta (29) na Estação da Cultura falando sobre a situação das cheias de Montenegro e o atendimento então das famílias atingidas. Ele visitou pontos atingidos e lamentou mais esta tragédia: “Infelizmente nós estamos diante de mais um episódio desse conjunto de fenômenos climáticos que têm atingido de forma tão intensa o Rio Grande do Sul esse ano”.
Basicamente o que deve ser feito, segundo o ministro, é o oferecimento de apoioo apoio humanitário, o apoio emergencial para que no primeiro momento as prefeituras possam ter esse suporte, que ele chama de apoio-abrigamento, em que se inclui colchão, água, comida local para as pessoas ficarem.
No segundo momento o ministro destaca o trabalho de limpeza. “Muitas pessoas não se dão conta, mas Montenegro são 350 cargas de entulho, de lixo, de sujeira. Muitas cidades, inclusive, têm dificuldade de saber aonde colocar essa quantidade enorme de sujeira e de lixo.
E no terceiro momento é a reconstrução. “A reconstrução envolve infraestrutura, arruamento, estradas, pontes, mas também escolas, comunidades de saúde. E nós temos linhas do governo federal de apoio aos municípios em todas essas linhas”.
Ministro Paulo Pimenta pediu às prefeituras que trabalhem de forma conjunta com o governo do Estado, com a Defesa Civil, apresentando os seus planos de trabalho, porque, segundo ele, a orientação do presidente Lula é dar total apoio.
Quanto aos anúncios de verbas, o ministro afirmou que tem sido praticamente feito a cada momento, porque as equipes do Ministério da Integração estão trabalhando de domingo a domingo. “Às vezes tu vê um recurso publicado nove horas da noite do domingo, um recurso que é liberado sábado de tarde. Ontem nós aprovamos a liberação do auxílio humanitário e emergencial para São Sebastião do Caí, que foi uma das cidades mais atingidas da região. Estou trabalhando forte para ver se até amanhã eu consigo liberar o recurso de Eldorado. E nós temos um recurso importante também da Defesa Civil, que está sendo liberado, e da assistência social, além de tudo aquilo que já foi feito, a gente tem mais um aporte na ordem de 50 milhões de reais, que vai atender 64 municípios”.
Paulo Pimenta disse que fará uma reunião amanhã na Famurs, com várias dessas prefeituras, principalmente aquelas que foram atingidas nos eventos anteriores, porque os planos de trabalho já foram encaminhados. “Na medida que o plano de trabalho é apresentado, a gente tem o compromisso de analisá-lo com agilidade e rapidez para que o recurso possa chegar logo nos municípios”.
Montenegro ainda não teve decreto de emergência homologado pelo governo Estado. O município só encaminha para Brasília após a homologação do governo Estado.
Quando questionado sobre o que poderia ser feito em termos de contenção das enchentes em Montenegro, o ministro contou que foram sete anos recursos da União para programas de prevenção de enchentes e proteção de encostas. “Sete anos sem que nenhum município em todo o Brasil tenha tido nenhum projeto aprovado e aqueles que tinham projetos aprovados foram paralisados”.
O presidente Lula, segundo o ministro, foi quem determinou na PEC da transição os recursos e no novo PAC a previsão de recursos para os municípios poderem trabalhar na questão da prevenção.
Pimenta disse que esse projeto, que envolve o rio Caí, a bacia do Caí, é um projeto prioritário para o Rio Grande do Sul. “Nós queremos retomá-lo. A informação que nós temos aí é que houve uma série de solicitações que foram feitas ainda em 2016. Nós precisamos imediatamente localizar esse projeto para que ele possa ser concluído”.
Ele contou que Já há uma estimativa, inclusive, de recurso necessário para a conclusão do projeto, trabalhar para incluir no PAC esse projeto, para a partir disso passe para a fase de execução de obras, que evidentemente é a solução definitiva.















