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Montenegro FM · Notícias

EUA atingem teto da dívida e correm risco de calote pela 1ª vez

A situação dos americanos não está das melhores. O país comandado por Biden acaba de atingir um marco negativo bem relevante no valor de US$ 31 trilhões. Trata-se do limite máximo de dívida e esse fato pretende movimentar as próximas semanas do Congresso americano.

Só para se ter uma ideia, a dívida atual no país é a maior — proporcionalmente — desde a Segunda Guerra Mundial e deve crescer US$ 1,3 tri por ano na próxima década. O que é isso? Os americanos possuem um método de controle do sistema financeiro, para evitar catástrofes nas contas públicas — algo próximo do teto de gastos por aqui. Quando a dívida do país atinge um determinado valor, o Congresso precisa intervir.

Atingir o teto da dívida significa que o governo não tem mais permissão para tomar dinheiro emprestado — a menos que o Congresso concorde em suspender ou alterar o limite da dívida, que atualmente é de quase US$ 31,4 trilhões.

É como você, quando estoura o limite pré-estabelecido do cartão e precisa pedir autorização do banco para gastar mais. Os republicanos — partido de oposição de Biden — estão no controle da Câmara e já indicaram que não pretendem facilitar a vida do atual presidente diante desse problema. Aqui, sim, a coisa pode complicar…

Desde 2001, os gastos públicos dos EUA são maiores do que o valor que o governo arrecada de impostos. Com isso, o dinheiro que vem da venda de títulos públicos — criação de dívida — é crucial pra fechar a conta do Estado.

Não à toa, a secretária do Tesouro americano já alertou para a possibilidade de suspender gastos com programas de aposentadoria e dos correios. Caso o impasse não seja resolvido, essa poderá ser a primeira vez que os Estados Unidos irão dar um calote das dívidas em sua história, o que poderia piorar a recessão no país e causar uma crise financeira global.