A judoca Rosi Andrade, de 26 anos, conquistou na madrugada desta segunda-feira (4) a medalha de bronze no Grand Prix IBSA de Tóquio, quarta e última etapa do circuito internacional no ano.
Campeã dos Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023, no mês passado, a potiguar vem subindo no pódio de todas as competições da categoria até 48 kg para atletas J1 (cegos totais) que disputa desde o ano passado, quando foi bronze no Campeonato Mundial de Baku.
Outros quatro brasileiros lutaram no primeiro dia de lutas no Japão, mas ficaram pelo caminho e terminaram sem medalhar: Lúcia Araújo (57 kg J2), Elielton Oliveira (60 kg J1), Thiego Marques (60 kg J2) e Harlley Arruda (73 kg J1).
O torneio segue hoje, com mais três judocas da Seleção Brasileira em ação: Marcelo Casanova (90 kg J2), Rebeca Silva (+70 kg J2) e Larissa Silva (57 kg J1). As preliminares começam às 23h (de Brasília). O bloco final, às 4h30. Os combates estão sendo transmitidos ao vivo pelo canal da IBSA (sigla em inglês para Federação Internacional de Esportes para Cegos) no YouTube
Assista em: https://www.youtube.com/@internationalblindsportsfe7490
Na edição anterior do circuito internacional, realizada em Baku, no Azerbaijão, no fim de setembro, o Brasil fechou sua campanha na terceira colocação geral, com sete pódios: dois ouros, três pratas e dois bronzes.
Na primeira, em Almada (Portugal), em janeiro, o Brasil foi campeão com 15 medalhas ao todo. Na segunda, em Alexandria, no Egito, a Seleção ficou na quinta colocação indo ao pódio seis vezes.
Todos esses eventos contam pontos para o ranking mundial, principal critério de distribuição de vagas da modalidade para os Jogos Paralímpicos de Paris 2024.
Vagas em Paris 2024
Em Paris 2024, o judô contará com 148 vagas, sendo 102 diretas via colocação do ranking. A França não ocupou diversas vagas suas por direito como país-sede, o que ampliará o número de vagas bipartite – são aquelas oferecidas por convite da organização após solicitação feita pelos Comitês de cada país.
Sem contar com essa possibilidade e levando em consideração somente a colocação no ranking mundial, o Brasil teria, hoje, representantes em 10 das 16 categorias (lembrando que cada país pode inscrever somente um judoca por categoria).
O atual ciclo paralímpico começou a contar pontos a partir do Campeonato Europeu de 2022 e serão válidas competições até junho de 2024. A princípio, haverá três etapas do Grand Prix IBSA antes dos Jogos Paralímpicos de Paris 2024: Heidelberg, na Alemanha, em fevereiro, Antalya, na Turquia, em abril, e Tbilisi, na Geórgia, em maio.
Serão as últimas chances dos não classificados obterem pontos e, aqui, valem duas ressalvas importantes: todos os campeonatos do último ano do ciclo paralímpico, ou seja, entre junho de 2023 e junho de 2024, valem o dobro de pontos.
E os atletas podem escolher, dentre todas as etapas de Grand Prix que disputarem, somente seus cinco melhores resultados (caso disputem mais do que cinco). O judô é uma das modalidades que mais rendeu medalhas ao país na história das Paralimpíadas: foram 25 ao todo, sendo cinco ouros, nove pratas e 11 bronzes.
Informações: Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais















